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sábado, 4 de julho de 2009

DT-180 Yamaha



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A DT 180 é uma motocicleta com motor 2 tempos fabricada pela Yamaha entre 1982 e 1998.
O modelo fêz história por trilhas do Brasil. Além de popularizar a prática do esporte, também foi a que mais venceu o Enduro da Independência. Por ter baixo custo de manutenção, mecânica muito simples (atributo devido ao motor 2 tempos), ser leve (102kg) e baixa, é usada até hoje.
Quando lançada a DT 180 foi a única opção de motocicleta realmente trail no Brasil. Possui suspenção traseira mono amortecedor do tipo Mono-Cross, uma grande evolução em relação à suspenção traseira duplamente amortecida da TTR125 . A DT 180 também possui escapamento que passa por cima do motor, alto e seguro contra entrada de água e terra. Seu eficiente motor 2 tempos de 176,4cc³ proporciona um ótimo desempenho, com bom torque em baixa rotação e uma boa potência de 16,6cv à 8.000rpm. Assim como a linha RD e RX, a DT 180 foi lançada com Torque Induction, que proporciona aumento no torque em baixa rotação e sensível economia de combustível.

DT 180 Super

A DT 180 Super foi lançada em 1983 como uma evolução da DT 180. Trouxe muitas inovações como: caixa de câmbio de 6 velocidades; tubos da balança retangulares, que são muito mais resistentes a torções e facilitam o acesso ao amortecedor; banco vermelho e grafismo diferenciado. A DT 180 continuou em catálogo como modelo mais simples e a DT 180 Super em 1983 custava 7,7% a mais. As duas versões da DT 180 continuaram com o sistema elétrico de 6 volts e com os freios dianteiro e traseiro à tambor.

Reformulação

Em1985 houve a grande mudança, pois a Agrale já havia chegado ao Brasil e já lançava novas motocicletas com grafismo moderno para a época, motor refrigerado à água e muita técnologia. E foi nesse ano que a DT 180 ganhou novo tanque (de capacidade superior e em formato "vulcão"), novo banco, novo painel, tensão elétrica de 12 volts (muito mais eficiente que a 6 volts), farol retangular, instrumentos trapezoidais, pedaleiras traseiras fixas no chassis aumentando o conforto e a segurança do garupa. Com esta reformulação a DT 180 ganhou a forma com que terminaria seus dias de produção. Mostrou-se uma motocicleta muito versátil, de barata manutenção e que marcaria a história do Trail no Brasil

DT 180 Z

Em 1998 ganhou freio a disco dianteiro e passou a se chamar DT 180 Z (Z era a sigla usada pela yamaha do Brasil para indicar um modelo 'top de linha') mas o seu motor continuou o mesmo: 2 tempos , refrigerado a ar (180 cc, e gerando 16,6 cv de potência máxima).
De 1988 até o fim de sua produção em 1997 foram feitas poucas melhorias, como regulagens no carburador; a suspensão dianteira deixou de ter a calibração a ar e "furos "no disco de freio para aumentar sua eficiência e melhorar a ventilação. Mas foi em 1993 que houve uma mudança que não agradou a muitos: o tacômetro deixou de equipar a DT 180.
A DT 180 deixou de ser fabricada em 1997. Ainda assim é muito usada em trilhas e corridas por todo Brasil. Sua manutenção simples, e o bom conjunto da DT 180 a tornaram uma motocicletas consagrada no Trail brasileiro.

Características técnicas

Motor

Motor: Monocilíndrico, 2 Tempos , refrigerado à ar, possui torque induction com Y.E.I.S
Cilindro: em alumínio com camisa de aço inclinado para frente.
Cilindrada: total de 176 cc, pistão de 64,5mm de diâmetro com 54mm de curso.
Taxa de compressão: 6,5 : 1.
Carburador: Mikuni YM2455 de 24mm de venturi.
Inguinição: Sistema de ignição eletrônica, utiliza C.D.I. Fonte de carga da bateria provém do magneto. Sistema de partida primária do motor à pedal.
Lubrificação: Injessão direta de óleo 2 Tempos no carburador por meio de bomba autolube. Capacidade de óleo do cárter de 0,6 litros. Capacidade do reservatório do óleo 2 tempos de 0,75 litros com indicador de baixo nível no painél.
Filtro de ar: Espuma de poliuretano úmido com óleo 2 tempos.

Transmissão

Sistema de redução primária: Por engrenagem.
Relação de redução primária: 71/22 (3,227).
Sistema de redução secundária: Por corrente.
Relação de redução secundária: 49/16 (3,062).
Embreagem: Banhada a óleo.
Tipo de caixa de marchas: Engrenamento constante, 6 marchas à frente.
Sistema de operação: Operação com pedal do lado esquerdo.

Relação de transmissão:
1ª (Primeira): 35/11 (3,181)
2ª (Segunda): 29/15 (1,933)
3ª (Terceira): 26/19 (1,368)
4ª (Quarta): 24/21 (1,090)
5ª (Quinta): 22/23 (0,956)
6ª (Sexta): 21/25 (0,840)

Dimensões e pesos

Comprimento total: 2.150mm
Largura total: 895mm
Altura total: 1.200mm
Altura do assento: 860mm
Distância entre eixos: 1.345mm
Vão livre mínimo: 265mm
Ângulo de inclinação: 29º Avanço: 143mm
Peso: Líquido (seco) de 102 kg
Raio de giro mínimo: 2.140mm

Pneus
Dianteiro: 2,75 X 21' MT40
Traseiro: 110/80 X 18' MT40

Suspensão
Dianteira: Garfo telescópico
Traseiro: Braço oscilante triangular (Monocross)

Amortecedores
Dianteiro: Garfo telescópico com mola helicoidal e hidráulico (200mm de curso)
Traseiro: Monoshok (amortecedor central único com 150mm de curso

Instalação e equipamentos elétricos

Capacidade da bateria: 12V / 3 AH
Tipo de bateria: YB 3L-A
Fonte de carga: Magneto
Vela de ignição: B8ES (NGK)
Farol: 12V - 35/35W
Lanterna traseira / luz de freio: 12V - 5/21W
Sinaleira: 12V - 10W
Velocímetro/Tacômetro: 12V - 3W
Ponto morto: 12V - 3W
Indicador do farol alto: 12V - 3W
Indicador da sinaleira: 12V - 3W
Indicador do nível de óleo: 12V - 3W

sexta-feira, 3 de julho de 2009

RDZ-350

Blog EntryYAMAHA RD350 - " A VIÚVA NEGRA "Mar 9, '07 12:43 PM
for everyone


YAMAHA RD350 – “A VIÚVA NEGRA”

Anos 70 no Brasil, uma década marcada por mitos e personagens polêmicos. As coisas aconteciam de maneira marcante, as manifestações eram constantes desde a luta pela paz até a liberação das drogas. Lembro-me de uma das maiores ocorridas no mundo:o Woddystock.

Nas ruas o que se via num país reprimido pelo militarismo eram pessoas ávidas a procura de possibilidades e aventuras, mesmo que essas colocassem em risco sua própria vida. Ter atitude naquela época era sinal de rebeldia. Isso sim era viver perigosamente.

Apesar de todos os nossos conflitos sociais e políticos, ganhavamos ainda, talvez com a influência da juventude transviada de James Dean, um grande prazer extra. Um vínculo entre a atitude e a morte.

A viúva Negra.

Era assim chamada uma motocicleta que chegou aqui importada do Japão; a Yamaha RD350.

O mito.O absurdo.

Seu peso/potência acima dos 5.000 giros tinham uma relação fora dos propósitos de segurança da época. A tecnologia usada em seu motor bi-cilíndrico superava qualquer sonho de piloto de corridas daqueles saudosos anos “dourados”. Eram exatamente 347cc, com 140 quilos de peso, cambio de seis marchas e uma tremenda arrancada. Seus freios a tambor eram ineficientes para tanta força e velocidade.

Um assombro.

Seu ronco estridente ficou conhecido por muita gente, mesmo por aqueles que não tinham adoração por motocicletas, que o escutavam nas madrugadas, cortando o silêncio. Ela foi a responsável por inúmeros acidentes, muitos fatais, resultado de exageros daqueles que tentavam tirar o máximo de sua esportividade.

Além daquele guidão Tomazelli(parte das customizações que eram feitas na época), que a deixavam com uma aparência agressiva, tinha também o charme de se dar a partida no pedal(elétrica nem pensar), esses e outros inúmeros detalhes faziam parte marcantes da cobiçada “viúva negra”.

Verdadeiro “status” de coragem era pilotar esse mito, que até hoje causa saudades nos mais apaixonados por motocicletas e velocidade, quando se lembram daquele cheiro de óleo 2 tempos queimando e daquela fumaceira que saía do escapamento.

As atitudes fazem os mitos.

Saudades.

Junior Faria - Os Motociclistas

FICHA TÉCNICA DA RD350 1976:

A RD 350 tem motor bicilíndrico de dois tempos com 347 cc de cilindrada.
Taxa de compressão de 6,6:1
Potência máxima de 39 Hp @ 7500 rpm e torque máximo de 3,8 Kgm @ 7000 rpm.
Câmbio de 6 velocidades.
A lubrificação é feita através do Autolube.

DIMENSÕES:

Comprimento: 2.040mm

Largura: 835mm

Altura: 1.100mm

Distãncia entre eixos: 1,320mm

Capacidade do tanque: 16 litros

Peso: 143 Kg (seco)

Velocidade máxima: 169 km/h

Aceleração: 0 á 100 km/h em 7,2 seg.

RELAÇÃO PESO/POTÊNCIA E CONSUMO:

Relação de peso potência: 3,6 Kg/HP

Consumo médio cidade/estrada: 17km por litro.

No YouTube um vídeo do duelo entre um Honda 750(7 Galo) e a Yamha RD350(Viúva Negra):

Confira: http://www.youtube.com/watch?v=F471LRoZj-c

A completa restauração de uma RD350.

Confira:http://www.motosclassicas70.com.br/Restauracao%20da%20RD%20350%20'75_2.htm

ALGUNS MODELOS:

YAMAHA RD350 - 1971 (R5A)

YAMAHA RD350- ANO 1971(Brasil)

Modelo:.................. R5 350cc
Fabricante:.............. Yamaha (Japão)
Ano de fabricação:....... 1971
Período de fabricação:... 1970 - 1972
Motor:................... bi-cilíndrico 2 tempos
Cilindrada:.............. 347 cc
Marchas:................. 5
Diâmetro e curso:........ 64 x 54 mm
Potência:................ 36 hp a 7000 rpm
Peso:.................... 141 kg
Velocidade máxima:....... 160 km/h
Cores:
- R5A 1970 roxo/branco
- R5B 1971 tangerina/branco
- R5C 1972 preto/laranja

YAMAHA RD350 - 1974

YAMAHA RD350 - ANO 1974

Modelo:..................... Yamaha RD (race developed) 350 A
Fabricante:.................
Yamaha (Japão)
Modelo:..................... RD 350
Ano de fabricação:.......... 1975
Período de fabricação:...... 1973 - 1976
Cilindrada:................. 347cc Marchas:.................... 5
Diâmetro e curso:........... 64 x 54 mm
Potência:................... 39 hp a 7.500 rpm
Peso:....................... 155 kg
Velocidade máxima:.......... 180 km/h
Proprietário: Angelo Quaggio - Ribeirão Preto/SP

email ANGELOQUAGGIO@aol.com

YAMAHA RD350 - 1975

YAMAHA RD350- ANO 1975(Brasil)

Modelo:.....................Yamaha RD (race developed) 350 A
Fabricante:.................Yamaha (Japão)
Modelo:.....................RD 350
Ano de fabricação:..........1975
Cilindrada:.................347cc Marchas:....................5
Diâmetro e curso:...........64 x 54 mm
Potência:...................39 hp a 7.500 rpm
Peso:.......................155 kg
Velocidade máxima:..........180 km/h
Proprietário:Elias R. Montalvão - (41) 266-2769
- Curitiba/PR

YAMAHA RD 350 1976

Yamaha RD350- ANO 1976(Brasil)

Modelo:.....................Yamaha RD (race developed) 350 B
Fabricante:.................Yamaha (Japão)
Modelo:.....................RD 350 B
Ano de fabricação:..........1976
Cilindrada:.................347cc Marchas:....................6
Diâmetro e curso:...........64 x 54 mm
Potência:...................39 hp a 7.500 rpm
Peso:.......................155 kg
Velocidade máxima:..........180 km/h
Proprietário:Marcelo Figueiredo - Rio de Janeiro/RJ
email: mfigueiredo@uol.com.br

MAIS FOTOS PARA MATAR AS SAUDADES:

RDZ-350 yamaha viuva negra X CBX-750 honda 7galo



Honda CBX 750 F – 7Galo!!!

A CBX no Brasil – A notícia foi celebrada por milhares de motociclistas, saudosos das importadas que chegavam a nossos portos até 1976: depois de quatro anos de especulação, confirmava-se o lançamento de uma 750 brasileira. Seria nossa primeira opção superior às conhecidas CB 400 e CB 450, à parte a enorme Amazonas 1600, com motor Volkswagen arrefecido a ar, que não podia ser levada a sério em termos de potência e comportamento.

cbx750f-87-5(CBX750F – 1987)

Em 1982, depois de 13 anos de evolução da lendária CB 750, a Honda parecia interessada em deixar para trás a configuração de quatro cilindros em linha. O lançamento de motores de cilindros em V, de diversas cilindradas, fazia supor que a VF 750 F — com um estreito V4 que lhe permitia maior agilidade — tomaria o lugar da linhagem CB.

cbx750f-90-1 (CBX 750 F – 1990)

Apesar dessa vantagem, o V4 não obteve aprovação unânime do mercado. Alto custo de produção e manutenção mais onerosa, levavam outras marcas, como a Kawasaki, a preteri-lo em favor do tradicional quatro-em-linha. Assim, no Salão de Paris de 1983 a Honda comprovava sua intenção de prosseguir na herança da CB 750, apresentando a moderna CBX 750 F.

Em abril de 1986 chegava a CBX 750 F, herdeira de 17 anos de evolução desde a pioneira CB 750 de 1969. Disponível apenas na cor preta (não em prata e vermelho, como lá fora), a moto não só era similar à versão estrangeira da época — era a própria, só que montada na Zona Franca de Manaus, AM com índice de nacionalização quase zero.

cbx750f-88-4

(CBX 750F – 1988)

Porém, as vendas caíam vertiginosamente: de 2.390 unidades em 1989, passou-se a 1.435 em 1990 e apenas 645 em 1991. Depois da Indy, apenas novas cores seriam introduzidas: verde escuro em 1991, cinza-grafite em 1992, vermelha metálica em 1993 e preta e azul em 1994. O golpe mais forte contra a CBX foi a importação, pela própria Honda, das CBR 600 F e 1000 F, que representavam sua última geração em motos de quatro cilindros em linha.

Não havia mais lugar para uma 750 projetada há uma década e ainda prejudicada pela nacionalização. Em dezembro de 1994 a CBX deixava o mercado, com um total de 11.312 unidades vendidas, incluindo as 700 montadas com peças importadas. Seus admiradores, porém, nunca esquecerão o ronco incomparável do quatro-em-linha, herança da pioneira CB 750 de 1969.

cbx750f-92-1